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COVID-19 na Baixada Fluminense: Uma tragédia muito maior do que mostram as estatísticas

Prof. Alexandre Fortes

UFRRJ

Os dados oficiais da primeira semana de outubro mostram que se a Baixada Fluminense fosse um país, ele teria a quarta taxa mais elevada de mortes do mundo (847 por milhão de habitantes), atrás apenas de San Marino, Peru e Bélgica.

O fato de que essa taxa de óbitos seja 49% inferior à da capital do estado, entretanto, levanta a suspeita de que o quadro de fato seja muito mais grave.

Há diversos outros indícios de que problemas na captação e processamento dos dados sobre casos de COVID-19, assim como dos óbitos dela decorrentes, estejam prejudicando a confiabilidade das estatísticas na região.

Tomando como base os dados fornecidos pelos municípios, haveria, na Baixada Fluminense, diferenças de até 485% na taxa de letalidade, 1.887% no número de casos por cem mil habitantes e 900% no número de mortos por milhão de habitantes.

Discrepâncias dessa magnitude são muito pouco prováveis numa região com características socioeconômicas semelhantes e altíssimo grau de integração.

Sem dados completos e confiáveis, por outro lado, não é possível embasar decisões que permitam combater a pandemia e estabelecer as orientações necessárias à retomada de qualquer tipo de atividade com a devida segurança.

Buscando criar condições para a análise crítica dos dados da COVID-19 na Baixada Fluminense o Observatório da Desigualdade Social na Região Metropolitana do Rio de Janeiro disponibiliza mapas e tabelas atualizadas com os dados oficiais no endereço: https://www.ppgihd-open-lab.com/dados-baixada

Para uma análise mais aprofundada em relação ao peso da desigualdade social nos impactos da pandemia na região, é possível acessar nosso painel interativo, ainda em fase experimental, no endereço: https://ppgihd-ufrrj.shinyapps.io/painel_covid19/

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