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COVID-19: Baixada ultrapassa Zona Sul em número de casos

Prof. Alexandre Fortes


Conforme temos analisado, a Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro constituiu-se no maior foco de concentração de casos da COVID-19 desde que a pandemia chegou à nossa região metropolitana.

Temos indicado também que a evolução dos dados mostra uma gradual alteração desse quadro, com um aumento expressivo dos números relativos à pandemia nas demais áreas da capital e, principalmente, na Baixada Fluminense.

O dia de hoje se constitui num marco nesse sentido, já que o número de casos confirmados nos municípios da Baixada (1375) pela primeira vez supera os da Área de Planejamento 2, constituída basicamente pela Zona Sul e Grande Tijuca (1336).

O gráfico abaixo mostra o extraordinário crescimento verificado na Baixada nos últimos quinze dias, em que pesem os indícios de forte subnotificação.


O crescimento do número de casos na Baixada na quinzena entre 13 e 28 de abril de 2020 foi de 383%, enquanto o da capital do estado foi de 239%.

O número de casos por 100.000 habitantes na região (38) permanece num padrão muito inferior ao dos bairros afluentes da capital (132).

A tendência indicada pelo gráfico acima, entretanto, mostra que essa disparidade deve diminuir, e que, mantido o padrão de contágio verificado nos bairros habitados pela elite globalizada na qual se concentraram os primeiros casos, o número de casos verificados na Baixada tende a se multiplicar de forma acelerada nas próximas semanas antes de estabilizar.

Conforme também temos destacado, há ainda que se considerar que a precariedade das condições de moradias e saneamento, assim como da rede de saúde pública, podem criar condições férteis para uma proliferação de casos ainda mais acentuada e com alta letalidade.

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